Artigos Técnicos

As principais deficiências dos Operadores Logísticos e Transportadoras na visão dos Embarcadores


Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Entre os meses de Setembro e Dezembro do ano passado, a Tigerlog / Guepardo Logística entrevistou mais de 300 Embarcadores de diversos segmentos em todo o Brasil para a realização da sua terceira pesquisa, cuja abordagem tem como foco o panorama atual e as tendências da terceirização logística no Brasil.

Dentre os diversos questionamentos realizados, destacamos neste artigo a questão que trata das principais deficiências dos Operadores Logísticos e Transportadoras na visão dos Clientes, os Embarcadores.

O principal motivo da insatisfação dos Embarcadores está na "falta de informações de desempenho e de ferramentas de visibilidade da performance", com mais de 57% das citações. Parecia improvável que após 15 anos de terceirização logística no Brasil, que um ponto tão básico e essencial no relacionamento entre provedores e Clientes aparecesse em destaque na pesquisa, sobressaindo-se sobre temas mais relevantes e complexos, envolvendo "projetos de melhoria contínua" e "ferramentas tecnológicas".

E é em segundo lugar aparece justamente a questão dos "projetos de melhoria contínua", que garantem a longevidade do relacionamento comercial. Em terceiro, pasmem, surge a questão do "nível de serviço constante"!

Alguém, sabiamente, poderá questionar: se não atendemos aos Clientes com uma relativa constância nos serviços prestados, se não os mantemos informados acerca do desempenho prometido e se não trabalhamos a melhoria contínua, como podemos, então, atuar como provedores de serviços logísticos?

Pois é caro amigo, a questão é realmente complexa! Se já não bastassem as deficiências naturais de um doloroso processo de amadurecimento desta importante prática gerencial que é a terceirização logística, ainda convivemos com a ruim percepção do Cliente sobre os serviços prestados pelos Operadores Logísticos e Transportadores.

As empresas de logística e transportes no Brasil precisam, primeiro, cumprir com os requisitos mínimos da parceria estabelecida. Feito isso, devem partir para o desenvolvimento de vínculos maiores, obtidos a partir de projetos de melhoria contínua, adoção de novas tecnologias, etc.

Problemas existem de ambos os lados. O que não podemos é adotar uma postura de "paralisia" e aguarda que as coisas mudem por si só. Precisamos atuar como agentes desse processo de transformação, que poderá ser doloroso ou não! A tarefa é árdua e o caminho é longo! Bom trabalho!!!


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